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Crise do euro domina cimeira de Bruxelas

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Crise do euro domina cimeira de Bruxelas

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Bruxelas acolhe a partir de hoje mais uma cimeira decisiva para o futuro da zona euro. Há dois anos que se anunciam cimeiras decisivas para salvar a moeda única. O resultado tem sido o oposto e depois dos pedidos de resgate da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Chipre, o dominó ameaça a União Europeia. A solução passa por um entendimento entre Paris e Berlim.

O presidente francês, François Hollande, declarou à chegada a Bruxelas desejar que o crescimento económico esteja no centro dos compromissos europeus: “Há decisões que, espero, vão ser tomadas que permitirão criar uma atividade suplementar em países que estão a precisar desse empurrão e eu estou aqui para que existam soluções rápidas para apoiar os países que enfrentam grandes dificuldades nos mercados apesar de terem realizado esforços consideráveis.”

Do lado alemão o discurso à chegada a Bruxelas afinou pelo mesmo diapasão. A chanceler Angela Merkel também colocou a tónica no crescimento económico: “Neste primeiro dia de cimeira vamos falar sobretudo do pacto para o crescimento e para o emprego. Nós concebemos um bom programa, nomeadamente no que diz respeito aos investimentos para o futuro, especialmente no que diz respeito ao emprego, e em particular para os jovens.”

Mas as diferenças de opinião entre os dois dirigentes podem adiar soluções vitais para países como a Espanha e a Itália que estão a sofrer a pressão dos mercados. Se não for erguido um dique nestes dois dias, a enxurrada pode ser fatal.