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Em busca da salvação do euro

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Em busca da salvação do euro

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A Espanha safa-se melhor no Europeu de futebol do que no campeonato da economia. Esta semana, o governo de Madrid admitiu que o país precisa de ajuda e que não pode continuar a pagar juros às taxas atuais, que rondam os sete por cento.

Criar euro obrigações está fora de questão, reiterou, na quarta-feira, a chanceler alemã, que recusa também a mutualização da dívida. Uma solução que baixaria os juros pagos pela Espanha, mas também por Portugal, Grécia e Itália, mas aumentaria os da Alemanha e do Luxemburgo.

O meio-termo poderiam ser as letras a curto prazo -as chamadas ‘eurobills’, uma mutualização apenas das dívidas com prazos inferiores a um ano.

Qualquer que seja a solução, o problema vem de trás: exceção feita ao Luxemburgo, nenhum Estado membro respeita as regras de Maastricht, que impõem uma dívida nacional inferior a 60 por cento do Produto Interno Bruto. A própria Alemanha – primeira economia da zona euro – tem uma dívida a rondar os 80 por cento do PIB.

Resumindo: há vários anos que os países europeus gastam mais do que aquilo que ganham. Este é o problema, agora falta encontrar a solução. Mas, tal como numa família, quando se está sobre-endividado, a saída é muitas vezes, dolorosa e complicada.