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Síria: Acordo de Genebra marcado pelo ceticismo

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Síria: Acordo de Genebra marcado pelo ceticismo

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Na Síria, como por todo o mundo, o acordo alcançado ontem em Genebra sobre o processo de transição do regime é visto com alguma desconfiança.

As divergências que subsistem entre a Rússia e a China e os países ocidentais sobre o papel de Bashar al-Assad nesse processo moderam as expetativas.

A questão divide também em Damasco:

“Penso que esta cimeira foi realizada para seguir os Estados Unidos e os seus aliados, França e Grã-Bretanha. O resultado estava definido à partida. Mas com o apoio dos russos e dos chineses e com o apoio popular ao presidente Bashar al-Assad acredito que as coisas serão feitas em benefício do povo sírio e dos líderes da Síria”.

“Penso que o encontro teve um relativo sucesso. A Rússia estava mais confiante durante esta cimeira. Sem o papel da Rússia não podíamos ter este tipo de resolução. Espero que a oposição tome as medidas certas. O mais importante agora é o diálogo”.

Em Genebra, o grupo de ação sobre a Síria chegou a um acordo para a criação de um governo de transição, com a presença de todas as forças políticas, capaz de reescrever a constituição e marcar eleições livres e justas. Mas, para os Estados Unidos isto implica a saída de Bashar al-Assad, para a Rússia e a China, Assad pode ficar.