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Líbia liberta funcionários do TPI acusados de espionagem

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Líbia liberta funcionários do TPI acusados de espionagem

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Os quatro funcionários do Tribunal Penal Internacional (TPI) detidos na Líbia desde há um mês foram libertados esta segunda-feira.

A advogada australiana Melinda Taylor e os três homens e mulheres que a acompanhavam chegaram esta noite a Roma, provenientes de Tripoli.

Os quatro funcionários são acusados de espionagem depois de terem visitado o filho de Mohamar Kadafi.

Em Tripoli, o presidente do TPI, Sang-Hyun Song, apresentou desculpas pelo incidente, garantindo que, “o tribunal não tem qualquer intenção de pôr em causa a segurança da Líbia”.

Segundo as autoridades líbias, Melinda Taylor teria posto em causa a segurança do país, ao transmitir mensagens em código ao filho de Moammar Kaddafi.

Taylor encontrava-se na Líbia para preparar a defesa de Saif Al-Islam num eventual processo internacional.

A detenção tem como pano de fundo o braço de ferro entre Haia e Tripoli em torno do julgamento.

O conselho nacional de transição rejeita a intervenção da justiça internacional e garante que o filho do ex-dirigiente líbio vai ser julgado no país.

A delegação chefiada por Taylor deverá ser julgada à revelia em Tripoli, apesar da libertação. O TPI compromoteu-se igualmente a investigar as acusações das autoridades líbias.