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Síria: Human Right Watch denuncia um Estado torcionário

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Síria: Human Right Watch denuncia um Estado torcionário

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A Human Rights Watch denunciou a prática generalizada da tortura nas prisões dos serviços de segurança do regime de Bashar al-Assad. A violência e a repressão abatem-se igualmente sobre os militares de Damasco como revela um desertor de um dos serviços de segurança: “Nós costumávamos ir para as manifestações e tínhamos medo uns dos outros. As forças de segurança interna vigiam-se umas às outras. Se uma ordem não é executada a sentença é a morte.”

A ONG explica no relatório que acaba de publicar que existem milhares de pessoas detidas submetidas a práticas brutais. A Human Rights Watch recolheu duas centenas de testemunhos: “Quando fomos detidos na prisão militar dos serviços de segurança de homs eles penduraram-nos pelos braços e deixaram-nos suspensos no ar. Depois batiam-nos e diziam: Queres liberdade? Queres democracia? Está aqui a tua liberdade, está aqui a tua democracia!” – conta um ex-prisioneiro.

A Human Rights Watch pediu ao conselho de segurança da ONU para sancionar os responsáveis pelos abusos e levar o caso ao Tribunal Penal Internacional. “O que se pode constatar claramente neste relatório é que a tortura é sistemática e generalizada. A informação que recolhemos denuncia um verdadeiro estado policial e uma clara tolerância ao recurso à tortura” – explica Ole Salvang, da Human Rights Watch.

Os ex-detidos denunciaram centros de detenção sobrelotados, a recusa de assistência médica e uma má alimentação. Muitas testemunhas viram prisioneiros morrer às mãos dos torcionários