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Bosão de Higgs: 50 anos à espera e ...faz-se luz no universo

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Bosão de Higgs: 50 anos à espera e ...faz-se luz no universo

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Está confirmado o bosão de Higgs, procurado há 50 anos, que é a partícula subatómica que confere massa às outras partículas. Um passo enorme para a compreensão do universo: um “campo” que se assemelha a uma espécie de cola onde as partículas ficam mais ou menos presas.

O CERN anunciou esta quarta-feira de manhã em Genebra a descoberta de uma partícula totalmente nova que apresenta características de massa e comportamento previstas para o bosão de Higgs pelo chamado Modelo-Padrão, a “tabela periódica “ da física das partículas.

John Ellis, físico do CeERN explica:

“E o que é isto? É a última peça do modelo standart, que descreve toda a matéria que há no universo, eu, você, o planeta, as estrelas, galáxias, toda a matéria é descrita como modelo standart. Esta descrição só tem sentido se o Bosão de Higgs existir”.

A teoria baseia-se na ideia de que as partículas, fotões, eletrões, protões, etc, não têm propriamente massa e deslocam-se à velocidade da luz.
O que criou a matéria foi a entrada em colisão destas partículas com com os bosões de Higgs. O vazio, que não sera vazio mas povoado de bosões, formam um campo, o campo de Higgs, que cola as partículas e lhes conferem a massa.

Tentemos uma imagem:

Imagine-se um cidadão a deslocar-se numa rua, ninguém o nota. É um fotão sem nenhuma massa.

Agora imaginemos um cidadão que saia do vulgar, George Clooney, claro, a deslocar-se para o local x. O astro vai atrair uma multidão de fotógrafos que se atropelam em torno dele. Clooney é a partícula e os fotógrafos formam o campo de Higgs. Eles atrasam-lhe o passo e criam uma massa visível.

Para colocar em evidência o bosão de Higgs, os físicos multiplicam, depois de 2008, as colisões no Large Hadron Colliser, o mais potente acelerador de partículas no mundo que recria o que se passou depois do Big Bang. Fazem com que milhares de milhões de partículas se entrechoquem para seguir o rasto do Bosão nos detritos.

Esta descoberta primordial é uma etapa rumo ao conhecimento total do universo. Vai explicar a parte visível avaliada em 4% pelos cientistas; o resto, a matéria negra que afasta as galáxias umas a uma velocidade inexplicável permanece um mistério.