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Presidente de Chipre quer uma "Europa melhor, que beneficie todos"

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Presidente de Chipre quer uma "Europa melhor, que beneficie todos"

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Chegou a vez de Chipre, uma pequena ilha no Mediterrâneo de meio milhão de habitantes, presidir aos destinos da União Europeia. Apesar do governo de Nicosia ter pedido um programa de resgate, o presidente do país prometeu no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, ajudar a sair da crise financeira.

“A presidência cipriota fará o seu melhor para contribuir na medida do possível para uma Europa melhor, que beneficie todos os cidadãos. Temos seis meses para o fazer e contamos com a ajuda e o apoio de todos”, disse Dimitris Christofias.

Chipre terá de fazer avançar vários dossiês de estímulo à economia e fechar o orçamento comunitário global de 2014 a 2020 (Quadro Financeiro Multianual).

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, mostrou-se otimista: “Na Europa não existem presidências grandes ou pequenas, existem presidências bem sucedidas ou não. Tenho certeza de que os cipriotas são muito capazes, sobretudo no sentido de chegar a um compromisso sobre as questões financeiras”.

A recente e polémica revisão do acordo de Schengen, sobre livre circulaçãode pessoas e bens, é outro dossiê polémico, sendo que Chipre não faz parte do tratado.

O país vive, aliás, uma situação peculiar, ocupado na zona norte pela Turquia (facto não reconhecido internacionalmente), que quer entrar na União Europeia.

O correspondente da euronews em Bruxelas, Andrei Beketov, entrevistou Marat Terterov, diretor do Fórum Geo-político Europeu, sobre a nova presidência semestral da UE a cargo de Chipre. O facto de Chipre estar ocupado a norte pela Turquia não é visto como um problema pelo analista.

“A Turquia tem prometido a Bruxelas abrir-lhes uma janela para a Ásia, caso consiga aderir à UE. Chipre, de certa maneira também trabalha nessa direção e pode ser uma ponte nalgumas relações de Bruxelas com o Sul dp Mediterrâneo. A diplomacia de Chipre pode usar a sua experiencia para trabalhar com países como o Líbano, Síria, Egito; incluindo na questão do acesso a fontes de gás natural que podem beneficiar a União Europeia”, explicou Terterov.