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Falhas técnicas e humanas foram fatais ao voo AF447

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Falhas técnicas e humanas foram fatais ao voo AF447

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O acidente com o voo Rio-Paris da Air France que fez 228 mortos em junho de 2009 ficou a dever-se a falhas técnicas e humanas. A conclusão é do Gabinete francês de Investigação e Análise (BEA) de acidentes aéreos que conduziu o inquérito administrativo.

O relatório indica que as sondas Pitot, fabricadas pela francesa Thales, deram indicações de velocidade erradas e conduziram os pilotos a executar ações inapropriadas.

De acordo com o diretor da investigação, Alain Brouillard: “Quando o piloto automático se desligou, o piloto em funções afirmou: ‘tenho os comandos!’ – mas as suas ações em rolamento e em arfagem foram bruscas e excessivas, ou seja, inadaptadas ao voo em alta altitude.”

O problema com as sondas e o não-reconhecimento da perda de estabilidade estática foram os dois elementos que conduziram à catástrofe. A investigação revelou que a tripulação nunca foi formada para responder a problemas de enregelamento das sondas de velocidade nem treinada para voar manualmente a alta altitude.