Última hora

Última hora

Rússia: "Pussy Riot" em greve de fome

Em leitura:

Rússia: "Pussy Riot" em greve de fome

Tamanho do texto Aa Aa

As três cantoras do grupo russo “Pussy Riot” iniciaram uma greve de fome para protestar contra uma detenção sem fim à vista.

Protagonistas de uma performance “punk” anti-Putin na catedral de Moscovo, em fevereiro, as três jovens aguardam desde então, na prisão, o início do processo por vandalismo, no qual incorrem numa pena de até 7 anos de cadeia.

Os juízes decidiram ontem dar apenas 5 dias à defesa para analisar o processo, um prazo demasiado curto para as arguidas que decidiram iniciar uma greve de fome como forma de protesto.

A justiça russa parece assim apostada em condenar a dupla “heresia” do grupo que, em fevereiro, protestava não só contra Putin mas também contra o apoio da igreja ortodoxa ao atual presidente.

Uma posição criticada mesmo por alguns fiéis ortodoxos que recentemente realizaram uma petição para pedir a libertação imediata do grupo.

No exterior do tribunal, dezenas de pessoas exigiram o fim do processo que ganha cada vez mais contornos políticos. A polícia deteve mais de uma dezena de manifestantes durante o protesto.

O caso já ultrapassou as fronteiras da Rússia e mobiliza o mundo da música depois de grupos como os Beastie Boys ou os Faith No More terem apelado à libertação do grupo.

Um grupo de ativistas russos apresentou ontem uma queixa em nome das três cantoras no tribunal europeu dos Direitos do Homem.