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Líbios estão confundidos com o embaraço da escolha

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Líbios estão confundidos com o embaraço da escolha

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A Líbia ostentou um só rosto durante mais de quatro décadas. Mas tudo mudou tão depressa que agora a pluralidade de rostos desconcerta a população que ela vai a votos e não conhece nem metade dos candidatos.

Os cartazes eleitorais multiplicaram-se nos muros, nas paredes, ocupam prédios inteiros.

Estas são as primeiras eleições livres e cerca de 2,7 milhões de eleitores registados sofrem o embaraço da escolha.

Cerca de 4.000 candidatos apresentaram-se nestas legislativas, dos quais 2500 são independentes e outros se dividem por 150 partidos.

É o pluralismo no seu melhor.

“Esta fotografia, vê, eu não conheço este homem, como posso votar nele? Como é possivel? Acho que não é lógico de todo.”

As impressoras trabalharam sempre muito, mas houve poucos comícios e alguns candidatos apresentaram-se apenas uns dias antes do início da campanha eleitoral.
É muito difícil para os líbios fazerem suposições ou escolher em consciência. Mesmo que o momento seja histórico.

“É uma celebração nacional. Quando realmente conseguimos os kits o momento tornou-se indescritível com tanta felicidade. É claro que estamos prontos e esperamos que Deus nos ajude”.

As eleições vão substituir o atual conselho de transição nacional pela assembleia geral constitutiva do Congresso Nacional que irá eleger um presidente, um novo primeiro-ministro e preparar a próxima eleição de uma comissão para redigir uma nova constituição.

Este comité será composto por 20 membros de cada uma das três regiões.

O conjunto, entretanto, tem 200 membros. distribuídos e 100 assentos para o oeste, 60 para o leste e 40 para o sul.

A distribuição com base na demografia irritou os federalistas que continuam a pedir mais assentos parlamentares. Entretanto, saquearam os escritórios da comissão eleitoral, bloquearam terminais de petróleo. E pedem um boicote, ameaçando sabotar o processo eleitoral.

Um clima tenso que coloca as forças de segurança em alerta máximo. 40 mil agentes dos serviços de segurança, apoiados por 13 mil homens do novo exército, estão em alerta para garantir que o escrutínio decorra sem incidentes.