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ONG's a operar na Rússia consideradas "agentes do estrangeiro"

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ONG's a operar na Rússia consideradas "agentes do estrangeiro"

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Com 323 votos a favor, apenas quatro contra, a Câmara baixa do Parlamento russo aprovou na generalidade um polémico projeto-lei que promete um controlo apertado sobre as Organizações Não Governamentais que beneficiem de financiamento estrangeiro e que exerçam atividade política.

As vozes da oposição russa apressaram-se a denunciar uma tentativa de sufocar os protestos contra Vladimir Putin.

“O objetivo principal desta lei não é sequer reprimir, apertar os parafusos das Organizações Não-Governamentais. Os parafusos já foram apertados de todas as direções. O objetivo é rebaixar a sociedade civil”, diz Segei Mitrokhin, do Partido “Yabloko”.

O Partido Rússia Unida, no poder, faz outra leitura. “Ninguém está a tentar banir a atividade das Organizações Não Governamentais. A questão que se coloca é que se estamos a receber dinheiro de fora ao mesmo tempo que nos envolvemos na vida política, antes disso temos de admitir que somos uma organização que recebe dinheiro do exterior. Somos um agente de influência estrangeira”, acrescenta Andrei Isaev.

Ainda que se oponha ao Kremlin, também o Partido Comunista, que rejeita qualquer “ingerência Ocidental”, apoiou o projeto-lei.

O texto foi apresentado há uma semana pelo partido de Putin, no poder, e descreve as ONG’s como “agentes do estrangeiro”, movidas por interesses de potências estrangeiras.

A ser levada à risca, a lei considera a própria Igreja Ortodoxa, que recebe apoio de comunidades externas, um destes agentes.