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Milhares de israelitas exigem serviço militar obrigatório para ultraortodoxos

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Milhares de israelitas exigem serviço militar obrigatório para ultraortodoxos

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Milhares de israelitas manifestaram-se em Telavive para exigir ao governo que imponha um serviço militar obrigatório para todos, incluindo os judeus ultraortodoxos, que beneficiam há décadas de uma política de isenções.

O correspondente de guerra e comentador Ron Ben Yishai diz que “o problema é que 60 mil jovens judeus não partilham o fardo de servir no Exército. A classe política cede às pressões exercidas pelos políticos ultraortodoxos, que não servem no Exército, mas que têm uma palavra a dizer quando se trata de decidir se vamos ou não à guerra”.

Em Israel, o serviço militar obrigatório é de 3 anos para os homens e 2 anos para as mulheres. A comissão Plesner, encarregue de estudar o assunto, propôs o recrutamento obrigatório para os ultraortodoxos e um serviço civil para a minoria árabe, ambos até agora isentos.

O rabi Israel Eichler, líder de uma aliança ultraortodoxa, defende que “estão a aproveitar o recrutamento obrigatório para criar conflito. Sugerimos que se acabe com o caráter obrigatório, profissionalizando o Exército, como nos Estados Unidos”.

As sondagens mostram que a larga maioria da população apoia as sugestões da comissão Plesner, mas o primeiro-ministro, apesar de gozar de uma maioria parlamentar confortável, não parece disposto a contrariar os aliados históricos ultraortodoxos.