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Eurogrupo: ministros afinam plano de resgate de Espanha

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Eurogrupo: ministros afinam plano de resgate de Espanha

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Itália e Espanha, que continuam a ser pressionadas pelos mercados financeiros, mantêm-se no topo da agenda dos ministros das Finanças da zona euro, reunidos em Bruxelas.

Querem mecanismos mais diretos de financiamento e, apesar das recentes ameaças da Finlândia e Holanda, contam com o apoio francês.

“Penso que na cimeira de 28 e 29 de Junho, a Europa mudou de rumo, aquilo a que o presidente François Hollande classificou de “reorientação da construção europeia”, no sentido de uma maior estabilização. Cabe-nos pôr isso em prática”, disse o ministro francês, Pierre Moscovici.

Fontes diplomáticas dizem que Espanha poderá conseguir um ano extra (de 2013 para 2014) para baixar o défice até aos 3% do PIB, se apresentar um bom plano de poupanças.

Será também discutido o montante de ajuda aos bancos, que poderá ir até 100 mil milhões de euros. “Os bancos devem ficar em forma para enfrentar o futuro, por isso têm de ser reestruturados. Vamos trabalhar para chegar a um ponto de vista comum no que respeita ao memorando sobre o qual estamos já a trabalhar. Mas, claro que haverá condições em troca da ajuda que vai ser dada”, explicou o ministro do Luxemburgo, Luc Frieden.

O correspondente da euronews em Bruxelas, Enrico Bona, realça que “todos concordam que é necessária maior integração. Mas o Eurogrupo arrisca-se a ser palco de outro confronto entre o norte e o sul da Europa, já que alguns países colocaram em causa decisões da última cimeira dos lideres da UE. Nesse caso, Espanha e Itália vão pagar o preço, mas também a zona euro, já que a saída para a crise fica cada vez mais distante”.