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Aos 70 anos de vida e 50 de carreira, Gilberto Gil concebeu um espetáculo de ponte entre passado e futuro. “Concerto de cordas e máquinas de ritmo” apresenta clássicos e temas inéditos que vão integrar o próximo CD/DVD.

Em digressão pela Europa, um dos maiores embaixadores do Brasil falou à euronews, em Bruxelas, do seu processo criativo.

“Ainda presto muita atenção às coisas que acontecem hoje em dia, no hip hop e noutras manifestações mais recentes da música popular no mundo. Mas eu diria que as minhas fontes básicas são as formas clássicas populares brasileiras, mais as formas norte-americanas, como o jazz e rhythm and blues, e as formas centro-americanas do mundo da salsa e do mundo do reggae”, disse.

No que toca às letras, as canções criticaram desde cedo as desigualdades sociais e a discriminação racial. Em dupla com Caetano Veloso, criou o movimento Tropicália, considerado subversivo pela ditadura militar, instaurada em 1964.

Preso durante alguns meses em 1969, partiu para o exílio na Europa, até 1972. Três décadas depois tornou-se ministro da Cultura do governo de Lula da Silva, entre 2003 e 2008.

“Cuidámos sempre de dois aspectos: garantir o acesso universal de todos à cultura, mas garantir também os meios de produção cultural aos artistas. Artistas já consagrados, reconhecidos pelo público, mas também todos os artistas em potencial”, referiu como objetivos.

Mas Gilberto Gil é também um homem de afetos, que formou uma família com oito filhos e oito netos, e que escreveu belas canções de amor.

Com 58 álbuns no mercado e oito prémios de música Grammy na prateleira, entre muitos outros reconhecimentos, continua a não fazer planos para o futuro, vivendo “em conformidade conforme a idade”.

“Fui muito curioso na infância, fui muito ativo na adolescência, continuei curioso na vida adulta, mas mais atento à formação, à adoção das disciplinas. Aos 70 anos, considero-me uma espécie de velho infante”, resumiu.

Depois da Europa – tendo passado em Junho por Lisboa, no festival Rock in Rio -, o artista leva a sua habitual energia e lirismo para o continente americano.

No palco, acompanham-no o filho Bem Gil, na guitarra, Jaques Morelenbaum, no violoncelo, Nicolas Krassik no violino e Gustavo di Dalva, na percussão.

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