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Competir em Londres de estômago vazio

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Competir em Londres de estômago vazio

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Os Jogos Olímpicos representam um dos pontos mais altos na carreira de qualquer desportista e não há quem não se queira apresentar ao mais alto nível.

Os atletas muçulmanos não são exceção mas em Londres enfrentam um desafio extra: o Ramadão e o seu temível jejum… se for seguido à risca.
Mohamed Sbihi, que irá representar a equipa de remo da Grã-Bretanha apesar de ter nascido em Marrocos, é o exemplo de um atleta muçulmano que decidiu ignorar o jejum, uma decisão que garante ter tomado em família e sem pressão dos treinadores.

De acordo com os preceitos da sua religião, os atletas muçulmanos não podem comer nem beber entre o nascer e o pôr-do-sol… e há quem garanta que isso não afeta a sua performance desportiva.
Para Ossemah Masoud Alshinqiti, da equipa paralímpica da Arábia Saudita e recordista mundial do triplo salto, competir durante o Ramadão já se tornou algo banal e é o próprio que diz não sentir qualquer problema em conciliar jejum e desporto.
O dilema irá afetar cerca de três mil atletas na capital inglesa e não falta quem tema pela sua saúde. Ainda assim há quem defenda que não se deve misturar desporto e religião.

É o caso de Abu Rmeileh, judoca palestiniano que defende que o desporto não passa disso mesmo, independentemente da altura do ano em que é praticado.

Os caprichos do calendário fizeram coincidir o Ramadão com o maior evento desportivo do planeta. Agora veremos se a fé é suficiente para garantir medalhas.