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Mineiros terminam "marcha negra" para Madrid

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Mineiros terminam "marcha negra" para Madrid

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Os mineiros espanhóis, vindos do norte do país, já chegaram a Madrid.

É o fim da chamada “marcha negra” que durou três semanas e ao longo da qual os mineiros percorreram a pé cerca de 400 quilómetros.

Em greve há dois meses, estes mineiros protestam contra a redução das ajudas estatais ao setor. Vêm das regiões de Aragão, Leão e Astúrias.

Para esta noite, está prevista uma grande marcha pelo centro da capital. Quarta-feira é dia de uma manifestação, frente ao ministério da Indústria.

“Estamos aqui para defender os nossos empregos, porque as minas estão a desaparecer e há 16 ou 17 pessoas sem trabalho. Não temos para onde ir. É muito mau, já acabaram com a saúde, com a educação e agora estão a acabar com todos os setores em seis anos de governo. Mas, claro, estão a resgatar os bancos”, dizem os mineiros.

A redução dos subsídios às minas foi decidida pelo governo de Rajoy como parte do plano de redução das despesas, para evitar que a Espanha tenha de recorrer a um plano de resgate.

Na reunião do Eurogrupo, os ministros das Finanças da Zona Euro decidiram dar mais um ano à Espanha para cumprir os critérios de redução do défice.

As ajudas estatais ao setor mineiro caíram para cerca de um terço, dos mais de 300 aos atuais 111 milhões de euros por ano. Estas medidas podem mandar para o desemprego cerca de 8 mil mineiros e afetar, indiretamente, 3000 postos de trabalho.