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Combate à "ecomáfia" na Europa ainda pouco eficaz

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Combate à "ecomáfia" na Europa ainda pouco eficaz

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Desflorestação e pesca ilegal, tráfico de animais ou contrabando de lixo eletrónico são alguns dos delitos contra o meio ambiente que se revelam muito lucrativos e cada vez mais disseminados, de acordo com as Nações Unidas.

A União Europeia quer intensificar a luta no seu território contra a ainda pouco reconhecida “ecomáfia”, que opera como outras redes de crime organizado.

“O problema neste tipo de crimes é que são muitas vezes vistos como pouco prioritários e por isso não estão disponíveis os recursos necessários ao seu combate. Mesmo quando se descobrem os contrabandistas, raramente são levados a tribunal. Mas os crimes ambientais merecem uma resposta forte da Europa e do resto do mundo porque afectam toda a população”, explicou Julian Newman, director da Agência de Investigação Ambiental, ouvido durante uma audição pública no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

A presidente da comissão parlamentar especial sobre crime organizado, Sonia Alfano, defende a criação de um quadro legislativo comum aos 27 estados-membros para esse combate.

“Não podemos esperar desmantelar organizações criminosas se não usarmos o mesmo método que provou ser um sucesso em Itália contra a máfia. Refiro-me a confiscar as propriedades e activos obtidas através de atividades criminosas”, disse a eurodeputada italiana.

Os crimes ambientais e as atividades de lavagem de dinheiro a eles associadas são combatidos pela Europol e outras agências comunitárias. Mas a comissão parlamentar considera que ainda há muitas falhas de coodenação transfronteiriça.