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Cortes na PSA Peugeot Citroën: ambiente nefasto na fábrica de Aulnay


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Cortes na PSA Peugeot Citroën: ambiente nefasto na fábrica de Aulnay

A euronews esteve na fábrica do grupo PSA Peugeot Citroën em Aulnay, nos arredores de Paris. O fecho previsto do local significa, só aqui, a supressão de três mil postos de trabalho.

Para os trabalhadores reunidos em protesto, o futuro adivinha-se nefasto.

“Passei toda a minha vida nesta fábrica; milhares de horas suplementares, centenas de sábados… Lutámos pelos clientes, pela qualidade. Fechar uma fábrica como esta é incompreensível. O meu neto e os meus sobrinhos esperavam vir a trabalhar aqui. Vivem na região de Paris e estão a acabar os estudos. Mas não haverá mais nada, porque não é só Aulnay que vai fechar, são também todas as pequenas empresas que trabalhavam para esta fábrica.”

“Vivo a 50 quilómetros de distância. Quer dizer que, ou mudo de casa ou encontro outro trabalho. Isso significa vender a casa… Como é que vamos educar os filhos? São muitas perguntas, mas não temos muitas respostas. Para passar as férias, será ótimo…”

“Pessoalmente, não estou preocupado. Comecei a trabalhar jovem e já tenho uma idade avançada. Para mim não significará um grande problema, mas para os meus colegas que são mais novos, sobretudo aqueles que irão para o mercado de trabalho com idades a rondar os 50 anos, para eles será bastante duro.”

O fecho das portas em Aulnay está previsto para 2014, mas tanto sindicalistas como trabalhadores responderam com uma interrupção imediata em protesto.

O correspondente da euronews, Giovanni Magi, diz que “nesta fábrica, assistiu-se a alguns dos mais importantes combates sociais dos anos 80, em França. E parece que, atualmente, estão reunidos todos os ingredientes para um conflito que implica não só a fábrica, como o futuro de toda uma comunidade”.

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