Última hora

Última hora

Peugeot Citroën: Um exemplo da crise na Europa

Em leitura:

Peugeot Citroën: Um exemplo da crise na Europa

Tamanho do texto Aa Aa

Os problemas da Peugeot Citroën não são caso único na Europa. O grupo francês é um dos vários construtores automóveis afetados pela crise.

Para muitos cidadãos europeus, sobretudo jovens, o desemprego e as medidas de austeridade tornou o carro num luxo insustentável. Além disso as marcas europeias sofrem também a concorrência agressiva vinda da Ásia, graças, por exemplo, a acordos de livre comércio.

No primeiro semestre, a Peugeot Citroën vendeu pouco mais de um milhão e 600 mil veículos, ou seja, uma queda de 13 por cento. A Renault vendeu menos 3,3 por cento. Mas a crise não atinge todos. As vendas da alemã Volkswagen subiram mais de dez, seguindo a tendência dos rivais asiáticos, por exemplo, a sul-coreana Hyundai que subiu 15.

Analista na CMC, Brenda Kelly defende: “A Peugeot tem estado a cotar-se em mínimos de 23 anos no último mês. Está-se a ver os efeitos neste momento no setor privado e, claro, as vendas de carros estão em queda e isso terá impacto ao nível do emprego”.

Na Europa, a indústria automóvel representa 12 milhões de empregos. Com as vendas em queda e excesso de produção, o setor pediu ajuda a Bruxelas.

No caso de França, o governo anunciou a preparação de um plano para evitar o colapso das marcas francesas.