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O governo alemão pronunciou-se esta sexta-feira a favor da circuncisão com motivos religiosos. A reação do executivo surge em resposta à polémica criada por um tribunal de Colónia que, num caso de uma criança muçulmana, equiparou a prática a um crime de ofensas corporais.

Líderes religiosos judeus e muçulmanos pediram a Berlim proteção legal para a circuncisão na Alemanha, prática tradicional em ambas as confissões.

O presidente da Conferência de Rabinos Europeus diz que “os governantes da Alemanha medieval percebiam que os judeus, para poderem viver aqui, tinham de poder praticar a circuncisão. A partir do momento em que dizem que não podemos circuncisar as nossas crianças, basicamente dizem-nos que devemos procurar outro sítio para viver”.

No caso que gerou a polémica, a criança sofreu complicações clínicas. Aconselhados pela associação de cirurgiões alemães, vários hospitais interromperam temporariamente a prática.

O diretor do Hospital Judaico de Berlim afirma que se criou “uma atmosfera insegura, que forçou à suspensão das circuncisões por motivos religiosos, o que é infeliz, já que era uma tradição de longa data neste hospital”.

O governo mostrou-se disposto a legislar rapidamente sobre a questão. Vários partidos da oposição sublinharam também a necessidade de um quadro legal para a circuncisão religiosa.

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