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Costa Corcordia: seis meses de luto e discórdia

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Costa Corcordia: seis meses de luto e discórdia

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Seis meses após o acidente do Costa Concordia, a carcaça do paquete transformou-se não só numa atração turística local, ao largo da ilha italiana de Giglio, mas também num símbolo do naufrágio da ação da justiça italiana.

Sob o olhar de centenas de turistas, as autoridades inciaram nos últimos dias os trabalhos de remoção da embarcação que deverão prolongar-se até ao final do ano.

As operações vão concentrar-se, numa primeira fase, na remoção de uma rocha cravada no casco da embarcação e que esteve na origem do naufrágio que provocou 32 mortos em Janeiro.

O presidente da câmara de Giglio, Sergio Ortelli lembra que, “para remover esta rocha vamos ter que parti-la em três partes e alargar o rombo no casco. Apesar dos problemas que enfrentámos até hoje e que atrasaram as operações, penso que em breve vamos devolver a rocha à ilha”.

À lentidão das operações soma-se o impasse no processo judicial contra o comandante Francesco Schettino.

Acusado de abandonar o navio após o incidente, Schettino voltou a criar polémica, depois de ter afirmado numa entrevista que não foi o responsável do naufrágio, uma vez que não estava aos comandos do navio.

O início do processo judicial não tem ainda data marcada, depois do tribunal de Grossetto ter adiado para setembro a audiência com os três peritos judiciais prevista para meados de julho.

Situações que aumentam a revolta entre os familiares das vítimas que assinalam hoje e amanhã na ilha de Giglio, os seis meses da tragédia.