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Síria: Desertores e ativistas foram os alvos do ataque de Tremseh

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Síria: Desertores e ativistas foram os alvos do ataque de Tremseh

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O ataque das tropas sírias na aldeia de Tremseh foi contra os desertores do exército e os ativistas da oposição.

Foi o que constataram os Observadores das Nações Unidas, que este sábado percorreram a aldeia onde, segundo a oposição, foram mortas, há três dias, 150 pessoas.

Os elementos da missão da ONU viram casas destruídas, escolas queimadas, vestígios de sangue, e as marcas dos tiros mas os corpos foram enterrados e, por enquanto, não foi possível apurar o número final de vítimas do ataque.

O inquérito parece revelar que as tropas cercaram a aldeia e alguns combatentes tentaram resistir.

Para além de Tremseh, a violência prossegue por todo o país. Os dados do Observatório Sírios dos Direitos Humanos, baseados em testemunhos locais, apontam para 115 mortos este sábado, em confrontos em diversas cidades.

Muitos dos feridos do conflito procuram refúgio na Turquia. O primeiro-ministro turco condenou o que chamou de “massacre desumano” em Tremseh e durante a tarde de sábado centenas de pessoas reuniram-se em Istambul, para protestar contra o regime de Bashar al Assad.