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FMI pede mais reformas à Ucrânia

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FMI pede mais reformas à Ucrânia

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O aumento dos preços do gás ao consumidor permanece no topo da lista das exigências do Fundo Monetário Internacional à Ucrânia. A organização mostra-se satisfeita com as reformas já efetuadas, mas defende que é preciso intensificar os esforços para fazer face a uma desaceleração da economia.

A Ucrânia recebeu pouco mais de 3 mil milhões de dólares de um plano de ajuda de cerca de 15 mil milhões.

O representante do FMI no país, Max Allier, defende: “As nossas condições são claras. São condições relativas ao setor energético, relacionadas com os preços do gás, ou com o orçamento, porque acreditamos ser importante para o crescimento sustentável da Ucrânia ter um orçamento que é consistente com uma sustentabilidade fiscal a médio prazo”.

Segundo o FMI, a Ucrânia deverá crescer este ano 3% contra 5,2% no ano passado. Para isso contribui a queda das exportações e a contração do crédito. Mas Kiev evoca também o peso dos contratos de gás com a Rússia.

O tema esteve em debate há escassos dias entre os presidentes ucraniano, Viktor Ianukovic, e russo, Vladimir Putin.

O primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, afirma: “Os elevados preços do gás estão claramente a desacelerar o nosso crescimento económico. Em condições de intensa concorrência tornam os nossos setores vulneráveis, tais como a metalurgia e a indústria química”.

Para a Ucrânia é essencial renegociar os contratos com a Rússia e adiar a reforma das tarifas domésticas, mesmo precisando do dinheiro do FMI a escassos meses das legislativas.