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Israel: ultraortodoxos protestam contra serviço militar obrigatório

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Israel: ultraortodoxos protestam contra serviço militar obrigatório

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Milhares de judeus ultraortodoxos manifestaram-se, esta segunda-feira, em Jerusalém, contra o fim da isenção do serviço militar obrigatório para a comunidade religiosa.

O protesto, que reuniu cerca de 5.000 homens e crianças, ocorre a três semanas de expirar a lei que, desde a criação do estado de Israel, exclui os ortodoxos da obrigatoriedade do serviço militar.

O supremo tribunal tinha considerado a isenção inconstitucional, em fevereiro, tendo dado ao governo até dia 1 de Agosto para modificar a legislação.

A comunidade ortodoxa afirma que o serviço militar, de três anos para os homens e dois anos para as mulheres, não permitirá aos fiéis cumprir as suas obrigações religiosas.

O tema está a criar divisões profundas no seio do governo de coligação, entre partidos religiosos e partidos nacionalistas. Os centristas do Kadima ameaçam sair do governo, caso a excepção para os religiosos não seja abolida.

O primeiro-ministro Benjamin Nethaniau afirmou já que, na ausência de um acordo, o serviço militar será obrigatório para todos os maiores de 18 anos, a partir de 1 de Agosto.

A questão foi inicialmente levantada pelos partidos nacionalistas. Se, aquando da criação do estado de Israel, os ultraortodoxos eram uma minoria da população, hoje, e graças a uma elevada natalidade, a comunidade representa 15% dos habitantes de Israel.