Última hora

Última hora

"Pureza" do lago Baikal ensombrada pela poluição

Em leitura:

"Pureza" do lago Baikal ensombrada pela poluição

Tamanho do texto Aa Aa

A poluição ameaça a “pureza” do maior lago de água doce do mundo na Sibéria, classificado com o nível de risco ecológico mais elevado pela Unesco.

Uma fábrica de celulose nas margens do lago Baikal e a atividade turística são responsáveis por dezenas de toneladas de resíduos anuais.

Face à falta de ação do governo russo, um grupo de ativistas lançou uma campanha em que oferece uma t-shirt em troca do lixo recolhido nas margens do lago.

Uma turista de São Petersburgo afirma que, “infelizmente, como no resto do mundo, vivemos num consumismo desenfreado. Durante a época soviética não tinhamos este problema porque não tínhamos acesso a garrafas de plástico e fraldas descartáveis e outros produtos da modernidade que não são biodegradáveis. Vamos precisar de muito tempo para limpar tudo isto”.

Mas a poluição data precisamente da era soviética, com a construção, nos anos 50, de uma fábrica de celulose junto ao lago.

A pressão das autoridades ambientais levou ao encerramento da instalação em 2008, antes de ser reaberta dois anos depois por ordem do então primeiro-ministro Vladimir Putin.

Segundo a Unesco, o índice de risco do estado de conservação do lago Baikal aumentou de 50 para 100, o nível máximo, nos últimos 10 anos.

Moscovo cedeu este ano às pressões tendo anunciado um plano para limpar o lago nos próximos 10 anos, embora para já, apenas os ativistas parecem ter dado o primeiro passo.