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Nova "estocada" da Moody's na economia italiana

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Nova "estocada" da Moody's na economia italiana

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As más notícias económicas sucedem-se em Itália. A agência de notação Moody’s decidiu ontem baixar a nota de 13 bancos e instituições financeiras italianas – com perspetiva negativa – depois de ter degradado, na semana passada, a classificação da dívida soberana do país.

Um gesto que para o economista Nicola Borri, “representa um grande problema para a economia italiana, uma vez que os bancos estão numa situação muito frágil e alguns deles vão necessitar de ajuda do governo, e sobretudo porque a fragilidade dos bancos vai agravar ainda mais o custo dos empréstimos para as empresas e particulares”.

Entre as 13 instituições visadas pela Moody’s, seis baixam dois escalões como o Unicredit ou o Intesa Sana e sete vêem a sua notação reduzida em um escalão como a Banca Monte Parma e GE Capital.

A agência mostra-se preocupada com o eventual contágio da situação grega e espanhola aos bancos italianos.

Nas ruas a interpretação é totalmente diferente:

“Os bancos não foram capazes de controlar as suas contas e agora somos nós que temos que pagar, os governos vão ter de intervir enquanto os banqueiros nos ameaçam e chantageiam porque têm o nosso dinheiro”.

“Há um fosso enorme entre a Itália real que está cheia de boa vontade, que quer trabalhar, que quer sair da crise e toda uma classe que só pensa em manter os seus previlégios”.

O banco de Itália anunciou hoje que a dívida pública do país atingiu um novo recorde ao aumentar cerca de 17 mil milhões de euros, situando-se agora nos 1,966 mil milhões de euros.