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Comissão Europeia exige mais reformas à Roménia e à Bulgária

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Comissão Europeia exige mais reformas à Roménia e à Bulgária

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Depois de aderirem à União Europeia, em 2007, Roménia e Bulgária sonham com a entrada no espaço Schengen, de livre circulação de pessoas e bens.

Mas os dois países de leste continuam a ter nota fraca na luta anti-corrupção e reformas institucionais, objecto de monitorização da Comissão Europeia.

O mais recente relatório, divulgado esta quarta-feira, continua a pedir mais reformas, por exemplo na luta contra o crime organizado e a corrupção.

A recente crise política na Roménia também preocupa Bruxelas. Aumentou a tensão entre as duas partes desde a tomada de posse, em Maio, do novo governo de esquerda liderado por Vitor Ponta. Em causa está, entre outras decisões, a destituição do Presidente, Traian Basescu, de direita.

Mas tanto o executivo da Roménia, que governa 22 milhões de pessoas, como o da Bulgária, que gere oito milhões, precisam de fazer mais esforços para aprofundar a integração comunitária.

Para aprofundar o tema, o correspondente da euronews em Bruxelas, Rudolf Herbert, entrevistou o ex-presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, que admite que os dois países aderiram cedo demais.

“É muito importante que a Comissão Europeia analise em detalhe se a Roménia e a Bulgária mantêm as condições de respeito pelo estado de direito e de luta contra a corrupção, entre outras reformas”, disse Pöttering.

“A União Europeia é uma comunidade de direito, que os governos devem respeitar. Antes, bastava ao poder dizer que tinha razão, que fazia o que era certo, mas hoje estamos unidos pelos valores da União Europeia, cujo núcleo é a dignidade do homem, os direitos humanos, a democracia e liberdade. O Estado de direito é um valor muito importante e todos os europeus que se juntam na União Europeia devem respeitar esse princípio”, acrescentou o ex-presidente do Parlamento Europeu.