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Ocidente quer mais pressão sobre a Síria

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Ocidente quer mais pressão sobre a Síria

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Os confrontos na Síria, que atingem agora o coração da capital, Damasco, estão a fazer a comunidade internacional subir o tom.

O secretário norte-americano para a defesa, Leon Panetta, pede mais pressões sobre Bashar el-Assad: “É agora mais essencial que nunca que os Estados Unidos e a comunidade internacional continuem a trabalhar juntos através das Nações Unidas ou de qualquer outra instituição, de forma a aumentar a pressão para que Assad deixe o poder”.

Também a chanceler alemã quer uma ação mais concreta. Angela Merkel pediu a votação de uma nova resolução da ONU, que aumente a presença dos observadores e abra caminho à intervenção militar: “Isto prova que chegou a altura de aprovar mais uma resolução na ONU e que todos os países da comunidade internacional devem participar nisto, para que acabe a violação dos direitos humanos e para que o processo político possa ir em frente”.

A Rússia continua a ser o principal entrave à resolução proposta pelas potências ocidentais.

Vladimir Putin recebeu, em Moscovo, um dos maiores adversários de Assad na região, o primeiro-ministro turco Recep Tayyp Erdoğan: “A Rússia apoia a decisão da Turquia em aceitar os acordos de Genebra. É uma boa base de concordância para as nossas posições no futuro”, disse o presidente russo, no seguimento do encontro.

Erdoğan não conseguiu convencer Putin a aceitar a nova resolução, que segundo a diplomacia russa seria um apoio direto aos rebeldes sírios. Já perante o enviado especial da ONU, Kofi Annan, o presidente russo tinha mantido a mesma posição.