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Ataque em Denver não "desarma" políticos

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Ataque em Denver não "desarma" políticos

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Colombine, Virginia Tech e Aurora, desde há 13 anos que cada ataque armado nos Estados Unidos relança o debate sobre a legislação de porte de armas no país.

Um direito previsto na constituição norte-americana, defendido por um poderoso lobbie nacional e que nenhum partido político parece uma vez mais disposto a pôr em causa, sobretudo em ano de eleições.

Um comerciante de armas do Colorado recorda as regras em vigor no estado para a aquisição de armamento:

“Para se adquirir uma pistola é preciso ser residente do Colorado, maior de 21 anos e passar um controlo de cadastro criminal. Um controlo que, conforme os dias, pode durar de 5-10 minutos a um par de horas, mas é um controlo feito no momento da compra”.

O suspeito pelo massacre de ontem, de 24 anos, tinha comprado nos últimos dois meses, quatro pistolas e mais de seis mil munições, assim como carregadores múltiplos, tudo de forma legal.

“Não creio que uma proibição total da venda de armas possa evitar tragédias como a de ontem. O atacante poderia ter optado por outras formas de adquirir uma arma ou por outro tipo de armas, poderia, por exemplo, comprar uma botija de gás para incendiar o cinema”.

O ataque de ontem ocorreu a apenas algumas dezenas de quilómetros do local onde, em 1999 dois estudantes armados matavam 12 pessoas no liceu de Colombine.

Mais de uma década depois, tanto o presidente Barack Obama como o seu rival republicano, Mitt Romney, evitaram qualquer comentário sobre um reforço dos controlos à venda de armas no país.