Última hora

Última hora

Ban Ki-Moon repreende Síria

Em leitura:

Ban Ki-Moon repreende Síria

Tamanho do texto Aa Aa

O secretário-geral das Nações Unidas está preocupado com o possibilidade de a Síria utilizar as armas químicas que diz possuir. Nunca contra os rebeldes, tranquiliza Damasco, que ameaça, contudo, poder fazê-lo em caso de “agressão externa”.

“Seria repreensível se alguém, na Síria, estivesse a considerar o uso de armas de destruição em massa – como as armas químicas”, alertou Ban Ki-Moon, que acrescentou: “Espero, sinceramente, que a comunidade internacional se mantenha atenta a esta situação para evitar que uma coisa dessas possa acontecer.”

Damasco, que não é signatária da Convenção de 1992, que proíbe o uso, a produção e o armazenamento de armas químicas, admitiu, segunda-feira, possuir um arsenal químico e biológico. Embora não haja certezas, alguns especialistas estimam que a Síria tenha armas químicas em áreas de conflito, como Homs ou a região de Hama. Em que quantidade, ninguém sabe.

E embora alguns analistas considerem tratar-se de uma estratégia do regime, para semear o medo do pós-Assad, Estados Unidos ou Israel levam a ameaça a sério.

O estado hebraico receia que as eventuais armas possam cair nas mãos do Hezbollah ou da Al-Qaida e Washington considera “inaceitável” que Damasco pense sequer durante um segundo em usá-las.