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Das vitórias em pista à consagração em Paris

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Das vitórias em pista à consagração em Paris

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Bradley Wiggins tornou realidade o sonho de vencer a Volta a França, uma proeza em quem poucos acreditariam em 2006, quando se estreou no Tour com um modesto 123º lugar.

O inglês chegou relativamente tarde ao pelotão internacional, ainda assim a tempo de conquistar a prova mais prestigiada do ciclismo mundial. Até então, no entanto, não se pode dizer que não tenha feito uma carreira de sucesso… mas no ciclismo de pista.

Campeão Olímpico de perseguição individual em Atenas e Pequim, conta no seu palmarés com seis títulos mundiais na pista, pelo que não surpreende que a sua grande especialidade seja o contrarrelógio.

Para conquistar o Tour, contou ainda com uma dose importante de sorte. Cadel Evans, vencedor em 2011, esteve bem distante do seu melhor, Alberto Contador, suspenso, não pôde estar presente, enquanto Andy Schleck, lesionado, também se viu obrigado a faltar.

O único capaz de colocar em causa o seu domínio foi o companheiro de equipa Christopher Froome, que no entanto sempre se mostrou fiel e preferiu não atacar o chefe de fila.

Ainda assim nada que retire o mérito ao inglês, que exultou com a vitória para um país onde o ciclismo sempre foi um desporto de segunda: “É fantástico poder imitar alguns dos meus heróis, como Miguel Indurain! Em Inglaterra só se vive futebol e todas as crianças têm o sonho de levantar a Taça em Wembley. Este é o meu Wembley.”

Com este sonho já concretizado, Wiggins parte agora em busca de um novo. O ouro olímpico no contrarrelógio em Londres, é o principal favorito a par de Fabien Cancellara.