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"Estímulo fiscal" poderia travar aumento de desconfiança na zona euro

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"Estímulo fiscal" poderia travar aumento de desconfiança na zona euro

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A desconfiança dos mercados financeiros na zona euro continua a alastar, como revelam as perspectivas negativas da agência Moodys para Alemanha, Holanda e Luxembrugo, países ricos da moeda única.

Um analista do centro de estudos Bruegel disse à euronews que as medidas de Bruxelas não convencem.

“O executivo europeu dificilmente é credível quando diz que há progressos no sentido de uma união bancária e no sentido de uma maior integração da zona euro. Isso tem impacto no mercado e é como se soasse uma espécie de alarme, que evidencia que os investidores perderam a confiança e que vendem as suas posições, temendo perder mais dinheiro do que aquele que já perderam”, argumentou Guntram B. Wolff.

Apesar das decisões de salvar de imediato os bancos espanhóis e de criar uma rede de segurança bancária europeia no futuro, os mercados continuam céticos. O analista considera que há que abrir os cordões à bolsa de outra maneira.

“Precisamos de um estímulo fiscal ao nível da zona euro, precisamos de uma política monetária mais flexível que a atual porque as taxas de juro ainda são muito altas e precisamos de mais liquidez na zona euro. Ou seja, precisamos de todo um pacote de forte estímulo económico na zona euro”, acrescentou Wolff.

A espiral de desconfiança alimenta-se, esta terça-feira, com a divulgação de quebras no setor produtivo privado (serviços e manufaturas) e com as altas taxas de juro pagas por Espanha e Itália para a sua dívida pública.