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Bruxelas quer penas de prisão para manipulação dos mercados financeiros

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Bruxelas quer penas de prisão para manipulação dos mercados financeiros

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Para milhões de europeus, crise financeira e medidas de austeridade são uma combinação cada vez mais difícil de tolerar. Sobretudo, quando surgem escândalos no setor bancário, como a manipulação que o banco Barclays fez do índice britânico Libor, que estabelece taxas de juro para empréstimo entre bancos.

A Comissão Europeia anunciou, esta quarta-feira, que essas manipulações vão passar a ser crime: “Os juízes devem poder ter os meios para punir sem complacência estes casos e, nas situações mais graves, usar a pena de prisão”, disse o comissário europeu do Mercado Interno e Serviços, que apresentou a proposta com a homóloga da Justiça, Viviane Reding.

Bruxelas propõe emendas à diretiva, mas as sanções em concreto devem ser decididas pelos 27 estados-membros.

Semelhante ao Libor, o índice Euribor tem um painel com mais do dobro de bancos, sedeados na zona euro, e também está sob suspeita.

Bruxelas admite reformá-lo, para proteger mais os investidores e consumidores, mas a Federação dos Bancos Europeus (FBE), que controla o Euribor, diz que há menos riscos de práticas distorcivas neste índice.

“Se houve manipulação ou tentativas de manipulação do Libor, provavelmente tentaram fazer o mesmo com o Euribor. Mas acreditamos que manipular a Euribor é algo extremamente difícil, simplesmente porque existem 43 bancos no painel e é muito difícil coordenar a ação de 43 bancos”, explicou Florence Ranson, diretora de comunicação da FBE.

A pressionar os bancos e os políticos para agirem mais decididamente, estão também quase 700 mil pessoas que assinaram uma petição do Aavaz,
uma associação de cidadania sem fins lucrativos.