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Massacre do Colorado aumentou venda de armas nos Estados Unidos

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Massacre do Colorado aumentou venda de armas nos Estados Unidos

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O massacre de Aurora, em que morreram 12 pessoas e 58 ficaram feridas, é a nona tragédia provocada por armas de fogo nos Estados Unidos. Um tipo de violência que provoca até 30 mil mortos por ano, segundo o Centro de Políticas contra a Violência.

Paradoxalmente o massacre de Aurora impulsionou a solicitação de licenças de armas no Estado de Colorado. Numa semana apenas, os 900 pedidos habituais passaram a 1.200, segundo as autoridades.

Brandon Baker é vendedor de armas:

“No dia seguinte, quando cheguei aqui, tinha pelo menos 15 pessoas à espera para entrar na minha loja.”

O primeiro reflexo deste homem, por exemplo, foi “armar-se”

“O massacre abriu-me os olhos para o que está a acontecer por aí.”

O direito de posse de armas está reconhecido na segunda emenda à Constituição norte-americana e está muito arreigado na sociedade.

Se em 1997, havia 54% de famílias com armas em casa; em 2010 essa percentagem desceu para 32% mas a queda é enganosa porque o número de armas em circulação, numa estimativa oficial, está entre 200 e 300 milhões, apesar do país ter apenas 314 milhões de habitantes.

Menos portadores de armas mas com mais armas cada um. Tal como James Holmes, que tinha um arsenal em casa.

Poossuiua duas pistolas de marca Glock, uma espingarda Remington e uma metralhadora Smith and Wesson.

Mesmo em campanha eleitoral, o drama não abriu qualquer debate sobre as leis para limitar a posse de armas de fogo. Na cerimónia em Aurora, o presidente Obama fugiu ao problema:

“Espero que nos próximos dias, nas próximas semanas e nos próximos meses, possamos refletir sobre a forma de luta a adotar contra esta violência sem sentido, que tão mal faz ao país”.

O rival republicano Mit Romney não esconde a intenção de atrair o voto dos mais de quatro milhões de eleitores da Associação Nacional de Armamento:

“Precisamos de um Presidente que defenda os direitos dos caçadores, dos desportistas e daqueles que querem proteger as famílias. Obama não é esse Presidente, eu sim.”

Mas parece utopia acabar com as tragédias causadas pelas armas sem uma legislação m,ais restitiva e um verdadeiro programa político nesse sentido.