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Segurança nos Jogos Olímpicos

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Segurança nos Jogos Olímpicos

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A poucas horas do início dos Jogos Olímpicos de Londres, todos se concentram: atletas, organizadores, jornalistas e aqueles que têm de garantir a segurança das milhares de pessoas que afluem à capital britânica.

O governo demonstra tranquilidade face a tão grande desafio.

“Esperamos que um milhão de pessoas visitem, diariamente, Londres, explica o ministro britânico de Cultura. É um desafio, é como se tivéssemos 36 campeonatos do mundo ao mesmo tempo. Esta semana teremos a visita de 100 Chefes de Estado”

O governo colocou em marcha um enorme dispositivo de segurança. No entanto, a empresa contratada para isso, a G4S, a maior do mundo, não foi capaz de recrutar todo o pessoal necessário.

Tinha prometido 10.400 agentes, mas forneceu menos que 6 mil e o governo, além dos 3.500 que lhe cabiam teve de juntar mais 1200 – para atingir um total de 18.200.

É necessária uma competente coordenação, explica o ministro britânico para a Segurança ao correspondente da euronews em Londres:

“A polícia trabalha em coordenação com os militares, com os agentes de segurança e com a comissão organizadora. É isso que nos ajuda a aplicar um sólido plano de segurança”.

Todos os planos podem ter falhas, mas, nestes Jogos Olímpicos, está tudo previsto: a cidade encheu-se de militares, de franco atiradores, controlos de segurança em cada esquina 0e até mísseis colocados nos telhados, aviões de vigilância e helicópteros.

Os londrinos lembram bem os atentados de 7 de julho de 2005, em que 56 pessoas perderam a vida, pouco depois da capital britânica ser eleita para organizar estes Jogos. Nos últimos dias realizou-se uma simulação de ataque terrorista no metro da cidade.

Na memória de muita gente também permanece o atentado nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996: duas pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas e em Munique, em 1972 um comando de terroristas palestinianos, Setembro Negro, raptou mais de metade da equipa olímpica israelita que participava nesses Jogos de Verão no estado de Baviera.

Este ano, a Mossad enviou os próprios agentes para Londres, para dissuadir qualquer plano de ataque aos atletas israelitas.