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Reformados e farmácias contestam plano de cortes na despesa de Monti

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Reformados e farmácias contestam plano de cortes na despesa de Monti

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Os italianos começam a sair às ruas em protesto contra o plano do governo de Mario Monti para cortar 26 mil milhões de euros de despesa pública.
Esta quinta-feira em Roma, centenas de pensionistas contestam o projeto de alteração às regras das reformas que deixa mais de 100 mil pessoas sem qualquer rendimento: são trabalhadores que negociaram com as empresas a reforma antecipada, mas o governo quer acabar com este estatuto. Susanna Camusso, sindicalista italiana, considera esta mudança injusta e explica que “não existem fontes de financiamento porque não olharam para estes reformados da forma certa. Escolheram a forma mais fácil: atingir os trabalhadores e os negócios, em vez de criar um imposto sobre a propriedade. Por isso, é inaceitável que o governo diga que não tem recursos.”

Contra o plano de Monti estão também as farmácias. O governo aumentou de 1,8% para 3,6% a taxa sobre os medicamentos. As farmácias, sobretudo as mais pequenas garantem que não podem suportar mais este corte na margem de lucro. Franco Caprino, representante regional das farmácias privadas lembra que “não queremos ser forçados a despedir funcionários porque são pessoas que trabalharam connosco há muito tempo. Não nos parece aceitável arruinar a vida destas pessoas.”

Estas mudanças fazem parte de um plano alargado de corte da despesa que prevê a redução de 4,5 mil milhões de euros de despesas orçamentais em 2012, seguindo-se uma poupança de 10 mil milhões no próximo ano e, por fim, de 11,5 mil milhões em 2014.