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Cresce coro de apoio ao euro

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Cresce coro de apoio ao euro

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A determinação para salvar o euro alastra. França e Alemanha, tal como Mario Draghi, dizem estar prontos a fazer o necessário para salvar a moeda única. É a reação em cadeia às declarações do presidente do Banco Central Europeu.

A primeira reação de Paris chegou através do ministro das Finanças. Pierre Moscovici disse confiar que “o senhor Draghi fará exatamente o que for preciso, irá agir para acalmar os mercados e para que haja um apaziguamento nas taxas de juro de Espanha e de Itália”.

O mercado reagiu de imediato e o efeito prossegue.

Após a queda dos custos de financiamento de Espanha, no leilão desta sexta-feira, Roma viu as taxas das obrigações a seis meses caírem para 2,4% contra o valor recorde de 2,9% registado há um mês.

O Emanuele Bonabello, da Banca FINNAT, reitera:
“Houve um efeito positivo das declarações do presidente do Banco Central Europeu. Os mercados reagiram de forma positiva e mesmo os custos de financiamento de Itália estão em queda em comparação com o leilão precedente”.

Mas ao mercado não chegam apenas palavras encorajantes. De Berlim veio também um balde de água fria.

O Bundesbank reiterou a sua oposição ao relançamento do programa de compra de dívida, um dos mecanismos que o BCE já usou no passado para fazer baixar as taxas dos países em dificuldades.