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Chama Olímpica: um fogo que arde sem se ver

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Chama Olímpica: um fogo que arde sem se ver

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Nem todas as inovações dos jogos olímpicos de Londres parecem ser aplaudidas pelo público.

Depois de ter inflamado o entusiasmo na abertura do evento, a chama olímpica ameaça agora ser consumida por uma polémica sobre a falta de visibilidade fora do estádio de Stratford.

Uma decisão assumida pela organização mas lamentada pelos visitantes do parque olímpico.

“É uma chama um pouco exclusiva eu penso que deveria ser para todos, podiam por exemplo colocá-la ali em cima”.

E se a localização da chama não parece ter agradado a todos os membros do comité olímpico internacional, já o criador da instalação justifica-se com a discrição e a modéstia para evitar uma corrida ao gigantismo.

“Quinze milhões de pessoas já viram a chama ao longo do trajeto da tocha olímpica e por isso pensámos que o estádio seria como um regresso a casa, como se o estádio fosse um tipo de templo”.

Um regresso às origens mas não à tradição dos jogos. Se em Barcelona, Vancouver ou Pequim, a chama esteve sempre bem visível no alto do estádio olímpico, já em Londres parece ser fogo que arde sem se ver.