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Candidatos ucraniano usam Timochenko e língua russa para caçar votos

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Candidatos ucraniano usam Timochenko e língua russa para caçar votos

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As manifestações em frente do Parlamento marcam o início da campanha eleitoral na Ucrânia.

A três meses das eleições parlamentares, o ambiente no país é explosivo. Um dos assuntos mais polémicos é a lei que declara oficiais as línguas regionais minoritárias nas províncias onde sejam faladas por, ao menos, de 10 % da população.

Deste modo, a língua russo passa a ser oficial em 13 das 20 regiões.

Proposto pelo partido do presidente Yanukovich, o texto foi aprovado no Parlamento em princípios do mês.

A maioria recusa os quatro projetos para revogar a lei e o presidente do Parlamento, para não promulgar o texto apresentou a resignação..

O Partido de Yanukovich defende o projecto.
Olexandre Yefremov. Deputado do Partido das Regiões:

“É evidente que a solução deste assunto se atrasou e foi bloqueada sistematicamente durante vários anos. Incluímos a questão no programa eleitoral, porque pensamos que era o momento de votar”

A oposição assegura que a lei é anticonstitucional e acusa o Governo de procurar eleitores nas zonas asfixiadas pela falta de orçamento do executivo.
Para alguns analistas, o tema serve apenas para desviar a atenção do que é essencial:

Kostyantyn Matviyenko, analista político:

“Tendo em conta todos os problemas sociais e económicos que há nas regiões de Ucrânia, a questão da língua, não está entre as principais preocupações dos eleitores. A Oposição Unida, vai ficar na expectativa e só vai focar o assunto se o Partido das Regiões trouxer o assunto à baila”.

No primeiro dia da campanha, a principal aliança da oposição organizou uma grande manifestação e anunciou que a ex-primeira-ministra ucraniana, ainda detida, é cabeça de lista. Uma liderança simbólica, como é evidente, devido à pena que cumpre por abuso de poder.