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Rússia: abertura do julgamento das militantes da Pussy Riot

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Rússia: abertura do julgamento das militantes da Pussy Riot

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Três integrantes da banda punk feminina Pussy Riot começam a ser julgadas esta segunda-feira, na Rússia, pela atuação anti-Putin no principal templo ortodoxo de Moscovo.

Depois de verem prolongada, numa audiência preliminar, a detenção preventiva, as três mulheres enfrentarão agora uma pena de prisão de até 7 anos.

Um cristão ortodoxo, residente na capital russa, defende que “uma sociedade sem bases morais pode ser mais perigosa do que uma sociedade que é demasiado dura para este tipo de atuações. É preciso equilibrar as coisas, por isso sete anos pode ser demasiado duro, mas o que elas fizeram também é bastante desprezível e é preciso enviar uma mensagem”.

O julgamento é visto como um teste à tolerância do presidente russo – que enfrenta uma crescente vaga de contestação – face à dissidência.

O advogado de Defesa, Nikolay Polozov, diz que “de acordo com a lei russa, o que aconteceu na Catedral de Cristo Salvador está sujeito ao Código Administrativo e não Penal. É passível de uma multa. Apesar de todos os ‘filtros’ estatais, da procuradoria, o processo criminal é ilegítimo, por isso qualquer veredicto que não seja de ‘inocentes’ será ilegal”.

As militantes da banda punk foram detidas a 21 de Fevereiro depois de irromperem na catedral ortodoxa para interpretar uma canção contra Vladimir Putin.