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Romney não evita polémica na Polónia depois de "gafes" em Israel

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Romney não evita polémica na Polónia depois de "gafes" em Israel

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O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, foi recebido com entusiasmo na Polónia pelo Nobel da Paz e ícone da luta contra o comunismo Lech Walesa.

Mas apesar do acolhimento caloroso do antigo líder histórico do Solidariedade, o movimento sindicalista preferiu distanciar-se, acusando Romney de “apoiar ataques contra sindicatos e direitos laborais” em território norte-americano.

A digressão diplomática do candidato republicano volta assim a acumular polémicas, depois de Romney ter explicado a diferença do nível de vida entre palestinianos e israelitas como uma questão de “cultura”.

Saeb Erekat, principal conselheiro do presidente da Autoridade Palestiniana, afirma que “Romney deu outro passo numa declaração racista, ao dizer que a cultura israelita é melhor que a palestiniana. Israelitas e palestinianos podem estar envolvidos num conflito, mas são pessoas iguais e declarações racistas não ajudam os que estão a tentar proteger e salvar vidas na região”.

A “gafe” de Romney segue-se a uma outra, também durante a visita a Israel, durante a qual chamou a Jerusalém a “capital” do Estado hebraico.

Abraham Diskin, da Universidade Hebraica de Jerusalém, diz que “ele afirmou algo que pode ser mal interpretado. Espero que seja o caso e que nenhum candidato à presidência dos Estados Unidos seja realmente racista”.

Depois da Grã-Bretanha e Israel, Romney escolheu a Polónia para terminar a digressão destinada a mostrar-se como alternativa viável a Barack Obama na cena mundial.