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Crise penaliza bancos franceses

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Crise penaliza bancos franceses

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Esta quarta-feira foi dia de notícias pouco animadoras para a banca francesa.
 
A Société Génerale anunciou um lucro, relativo ao segundo trimestre, a cair 46% em relação ao mesmo período do ano passado.
 
O banco foi penalizado pelas filiais na Rússia e nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que anunciou novos problemas com a subsidiária na Grécia.
 
“Compreendemos a necessidade de restabelecer a confiança. É difícil gerir um banco estando permanentemente preocupado com essa questão. Mas há uma questão fundamental, que é a declaração de Mario Draghi ao dizer que faria todo o possível para salvar o euro. Isso é fundamental, porque esse compromisso político é a condição indispensável para gerir os próximos trimestres”, explica o presidente executivo da Société Générale, Frédéric Oudéa.
  
Outros dois bancos, o Crédit Agricole e o BNP Paribas, decidiram reduzir a exposição aos países da zona euro em dificuldades, como Portugal, Espanha, Irlanda, Itália e Grécia.
 
Estes dois bancos decidiram tornar as filiais nestes países menos dependentes da casa-mãe. Só o Crédit Agricole, a Société Générale e o BNP transferem para estas filiais, todos os anos, uma média de 143 mil milhões de euros.
  
Os resultados trimestrais de todos os principais bancos franceses vão ser publicados em meados de agosto. Vamos então poder medir os efeitos do esforço que fizeram para lutar contra a crise do euro, que tanto os afetou.