Última hora

Última hora

Judeus ortodoxos vão passar a ir à tropa como os outros israelitas

Em leitura:

Judeus ortodoxos vão passar a ir à tropa como os outros israelitas

Tamanho do texto Aa Aa

A partir desta quarta-feira, os judeus ortodoxos de Israel vão ser convocados para a tropa..
Em fevereiro, o Supremo Tribunal deliberou o fim da Lei Tal, e vai mesmo obrigar todos ao serviço militar, nomeadamente os estudantes do seminário, que se dedicam ao estudo da Tora. A situação de isenção qde que gozavam até agora, é inconstitucional e discriminatória para o resto da população.

Esta sentença era esperada há muitos anos pela maioria dos israelitas, recrutados aos anos 18 durante três anos, no caso dos homens e dois no das mulheres. Boaz Nol lidera o movimento que pede a eliminação definitiva das mordomias dos radicais ortodoxos em relação ao serviço militar:

Boaz Nol, é o líder do movimento de protesto:

“- O Estado de Israel não se pode permitir que todo um setor do país não faça nada pela nação, nem financeiramente nem na área da Defesa. Cada cidadão, todos nós, devemos fazer algo. Não perguntes só o que teu país pode fazer por tí, pergunta o tu podes fazer por teu país”.

Muitos seminaristas ortodoxos, que até agora consagravam a vida ao estudo dos textos sagrados judeus, subsidiados pelo Estado, graças à influência dos partidos religiosos em todos os governos, consideram que devem continuar a dedicar-se inteiramente ao estudo.

É o que afirma o Rabino Israel Eichler, também membro do Knesset:

“- Os manifestantes aproveitam o recrutamento forçado para incentivar a revolta e o ódio entre os cidadãos. Por isso sugerimos a exclusão dos recrutamientos obrigatórios e a criação de um Exército profissional, como nos Estados Unidos”

Ben Gurion livrou os Heredim, ou temerosos de Deus, do serviço militar obrigatório. Na época, eram apenas 500.

Agora são 60 mil, representam mais de 10% da população israelita e têm uma taxa de natalidade de 6,5 filhos por mulher.

Com o fim da Lei Tal, os recrutamentos regem-se pela lei do Serviço Militar de 1986 que convoca todos os mancebos que têm capacidade física para tal.

O ministro da Defesa Ehud Barak deu um mês para que as Forças Armadas apresentassem a proposta prática para iniciar o recrutamento.

Entretanto, o Knesset (Parlamento) vai legislar de modo claro e decisivo sobre a matéria.
Até agora não tinha sido possível, com a falta de acordo dos principais partidos.

O terramoto político provocado pelo recrutamento obrigatório para todos provocou a saída do principal partido do Parlamento, o centrista Kadima, do governo de Netanyahu. Os partidos religiosos da coligação também ameaçam bater com a porta, o que fragiliza bastante a posição do primeiro-ministro.