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Monitores suspensos por jejuarem no Ramadão vão ser reintegrados

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Monitores suspensos por jejuarem no Ramadão vão ser reintegrados

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Para evitar a polémica, o autarca da cidade de Gennevilliers, nos arredores de Paris, anunciou que vai reintegrar os quatro monitores de um campo de férias do sudoeste do país, suspensos por jejuarem durante o Ramadão.

Após a visita de um inspetor ao espaço, as autoridades alegaram que a recusa de comer ou beber por parte dos funcionários colocava em risco a segurança das crianças.

Os monitores acabaram por ser suspensos a 20 de julho. O caso, no entanto, chocou a comunidade muçulmana e deverá assumir contornos ainda mais sérios se a queixa em tribunal seguir em frente.

O Conselho Francês da Fé Muçulmana já afirmou que vai apoiar os instrutores na contestação ao município.

Em comunicado, a autarquia diz agora que não vai denunciar a violação do contrato de trabalho e decidiu que não vai obrigar os monitores a almoçar no mês de agosto.

“Para nós não se trata de um problema de discriminação. A origem de uma cláusula de trabalho específica remonta a um acidente que tivemos no passado, o que implica que a autarquia – enquanto organizadora – assuma as responsabilidades neste caso particular”, diz o autarca comunista, Jacques Bourgoin.

A autarquia justificou a decisão lembrando que há três anos uma criança ficou gravemente ferida quando viajava num veículo conduzido por uma instrutora que não estava a comer.

Os muçulmanos devem abster-se de ingerir alimentos entre o nascer e o por do sol durante o mês do Ramadão.