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ILVA: trabalhadores querem trabalho e saúde

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ILVA: trabalhadores querem trabalho e saúde

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“Direito ao trabalho.” Foram algumas das palavras mais ouvidas, esta quinta-feira, em Taranto, no sul de Itália.

Os trabalhadores da siderúrgica ILVA temem o encerramento definitivo da empresa já considerada como a mais poluída da Europa.

A elevada concentração de dioxinas levou à suspensão de uma parte da produção.

Os funcionários não se conformam.

“É preciso compreender que não se pode trocar a saúde pelo direito ao trabalho e que os dois devem coexistir. É isso que pedimos, trabalho e saúde” afirma um homem.

Outro refere “Temos trabalhadores da região da Calábria. Se a unidade deixar de funcionar, Taranto morre, a província de Puglia morre.”

A empresa gera cerca de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

A apoiar a manifestação estão os três principais sindicatos do país:

“Esta questão é muito complicada e está a angustiar os trabalhadores. Mas não devemos ter medo de enfrentar o problema e de fazer o que for preciso para resolvê-lo com serenidade” sustenta Susanna Camusso do CGIL.

Em julho, oito executivos da empresa foram detidos devido aos elevados níveis de poluição.

Estudos independentes revelam que a siderúrgica ILVA é responsável por mais de 90 por cento das dioxinas libertadas para o ambiente em Itália e cerca de 10 por cento na Europa.

As causas estão à vista. Na última década o número de leucemias, linfomas e melanomas registaram um aumento de 30 a 40 por cento.