Última hora

Última hora

Itália: Banheiros não abriram guarda-sóis

Em leitura:

Itália: Banheiros não abriram guarda-sóis

Tamanho do texto Aa Aa

Em Itália, num protesto simbólico contra uma diretiva da União Europeia, em milhares de praias privadas não foram abertos os guarda-sóis.

Segundo gerentes de estabelecimentos balneares, a diretiva que entra em vigor em 2016 pode levar ao encerramento de muitos deles e por em perigo os postos de trabalho de grande parte das 600 mil pessoas que trabalham no setor.

Segundo a nova diretiva, as concessões das 30 mil praias privadas, que representam cerca de 25 por cento do litoral do país, devem passar a ser feitas por concurso público e não como atualmente por atribuição de licenças por períodos de seis anos renováveis.

“Não gostamos de cartéis económicos nas praias. Defendemos os nossos estabelecimentos balneares.
Há cerca de 30 mil famílias neste negócio que têm empréstimos e dívidas para apagar”, disse um banheiro.

“Não se pode mudar as regras de repente com concursos públicos em que temos de competir com gente do Kuwait ou de outros países, sem ter em conta o nosso trabalho”, afirmou um outro.

Responsáveis de empresas balneares afirmam ainda que contribuem para a limpeza e manutenção de grandes extensões da costa, o que as autoridades locais seriam incapazes de fazer.