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Amnistia Internacional acusa Shell de fugir às responsabilidades pelas marés negras na Nigéria

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Amnistia Internacional acusa Shell de fugir às responsabilidades pelas marés negras na Nigéria

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A Amnistia Internacional apelida de “fiasco” as investigações sobre os derrames da Shell no delta do Níger, e acusa o grupo de negligenciar as verdadeiras razões por detrás das fugas de petróleo.

Segundo a organização de direitos humanos, a falta de manutenção nas infraestruturas provocou a corrosão de parte dos oleodutos. No entanto, a Shell repudia essa responsabilidade, apontando o dedo a atos de sabotagem executados para roubar crude.

Um habitante da comunidade de Bodo, junto à costa nigeriana, explica que, apesar das marés negras, “nada foi feito até agora”. Outro residente local realça que “a sua comunidade aguarda o resultado de um julgamento que decorre em Londres”, não se mostrando muito otimista, porque, alega, os representantes governamentais da Nigéria têm várias ligações ao grupo petrolífero.

No entanto, a Shell enfrenta uma multa de quatro mil milhões de euros, na sequência de um derrame em dezembro do ano passado, mas invoca falta de provas sobre as responsabilidades. Um relatório da ONU aponta que as operações de limpeza serão as mais intensivas realizadas até hoje, devendo durar entre 25 a 30 anos.