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Londres 2012: Adeus Phelps, olá Pistorius

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Londres 2012: Adeus Phelps, olá Pistorius

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Este Sábado todas as atenções do público britânico no Estádio de Startford foram para a pista seis da primeira eliminatória dos 400metros. Oscar Pistorius perdeu as pernas quanto tinha apenas 11 meses de vida foi o segundo mais rápido e alcançou o apuramento para a meia-final da distância. O sul-africano tornava-se no primeiro atleta com dupla amputação das pernas a participar nos Jogos Olímpicos.

Pistorius estreou-se em competições internacionais para atletas sem deficiências em 2007, mas as suas próteses em fibra de carbono provocaram algum desconforto aos restantes atletas. O detentor de quatro medalhas de ouro e um bronze paralímpicos, foi considerado inelegível para os Jogos de Pequim, porque ficou provado que as próteses em carbono lhe concediam alguma vantagem.

Porém, o sul-africano não baixou os braços e recorreu ao Tribunal Arbitral do Desporto. Apesar da decisão do tribunal ter sido favorável, Pistorius não alcançou o tempo que lhe garantia a qualificação direta para Pequim. O também não foi convocado para correr a estafeta com a equipa sul-africana.

Em 2011, Pistórius teve uma ótima prestação no campeonato mundial de atletismo em Daegu, alcançando a meia-final nos 400 metros e participou ainda nas estafetas de 4×100. E apesar de não ter atingido a qualificação direta para Londres 2012, Pistorius foi desta vez opção para a equipa sul-africana na estafeta de 4×400. Ingresso que garantiu ao atleta a possibildiade de competir também na categoria individual dos 400m.

O primeiro dia Olímpico de Pistorius ficará para a histórica como o último de Michael Phelps. O norte-americano de 27 anos anunciou em conferência de imprensa que não vai voltar a competir. Phelps disse também que vinha a Londres sem qualquer pressão, mas mesmo sem ser brilhante como em Pequim, o norte-americano tornou-se no melhor atleta da história dos Jogos Olímpicos. Este sábado, Phelps conquistou a sexta medalha em Londres e a 22ª da carreira. O nadador de Baltimore saltou para água pela última vez como profissional para correr os 100 metros mariposa na prova de 4×100 metros estilos e ajudou os EUA a vencer mais uma medalha.

Aos 27 anos Phelps despede-se da natação deixando o legado de atleta mais medalhado da história dos Jogos Olímpicos, depois de bater o recorde de 18 medalhas que pertencia à ginasta da ex-união Soviética Larisa Latynina. O americano leva no curriculum 18 medalhas de ouro, duas de bronze e duas de prata.

No último dia da natação olímpica em Londres, os Estados Unidos dominaram e venceram também a estafeta dos 4×100 metros estilos femininos. Ranomi Kromowidjodjo fez a dobradinha ao vencer 50 metros estilo livre. A nadadora holandesa já tinha triunfado na distância de 100 metros da mesma categoria em Londres.

Na distância olímpica mais longa, os 1500 metros, o chinês Sun Yang venceu a medalha de ouro e tirou 33 segundos ao recorde mundial anterior, que ele próprio tinha estabelecido nos mundiais do ano passado. Sun fez o tempo de 14“1’32. Foi a segunda medalha de ouro do chinês nos jogos, depois dos 400 metros livres

Tenis

No ténis, Serena Williams levou o ouro no torneio individual feminino, derrotando a russa Maria Sharapova sem qualquer dificuldade por 6-0 6-1. A menos de um mês da vitória no torneio de Wimbledon, Serena conquistou o primeiro ouro individual olímpico sobre a erva britânica. A bielorrussa Azarenka ficou a medalha de bronze.

Atletismo

A Grã-Bretanha entrou definitivamente com o pé direito no estádio de Startford. A campeã do mundo e Europa, Jessica Ennis venceu a medalha de ouro no heptatlo feminino com um total de 6955 pontos nas sete provas. A alemã Lilli Schwarzkopf ficou com a prata e a ucraniana Yosypenko completou o pódio.

Nos dez mil metros, o britânico Mohamed Farah deu mais uma alegria ao povo da casa. Farah que nasceu na Somália, mas é naturalizado britânico completou a distância em 27“30’42. A medalha de prata ficou para o norte-americano Galen Rupp, enquanto o bronze foi para Tariku Bekele da Etiópia.

Outro britânico, Greg Rutherford venceu o salto em comprimento. Rutherford saltou oito metros e trinta sob uma grande ovação do público no estádio de Startford. O australiano Mitchell Watt foi medalha de prata e o norte-americano Will Claye completou o pódio.

Na prova dos 100 metros femininos, a Grã-Bretanha não teve a mesma sorte. O favoritismo era todo para Shelly-Ann Fraser-Pryce e a jamaicana, campeã olímpica em Pequim, revalidou o título olímpico ao vencer a prova mais rápida de atletismo. Fraser-Price correu os 100 metros em dez segundos e setenta e cinco centésimos, repetindo o tempo de Pequim. A norte-americana Carmelita Jeter foi segunda e o bronze foi para a outra jamaicana Veronica Campbell-Brown.

Atletas portugueses

Depois do desaire de Diogo Ganchinho, Ana Rente ficou este Sábado muito perto da qualificação para a final de trampolim. A ginástica de Coimbra começou muito bem na primeira série alcançando a sétima posição, que daria acesso à final. Na segunda série de exercícios Ana Rente cometeu alguns erros e ficou por pouco fora da final. A ginasta portuguesa alcançou o 11º lugar, mas apenas as oito primeiras passaram à final.

No remo, mais uma esperança de medalha para Portugal foi por água abaixo. Pedro Fraga e Nuno Mendes terminaram na quinta posição a final da categoria double scull peso ligeiro. A dupla portuense teve, no entanto, uma boa prestação, alcançando a melhor classificação olímpica até ao momento para Portugal. Fraga e Mendes também melhoraram o resultado de Pequim, há quatro anos, quando tinham terminado na oitava posição. Os dinamarqueses Rasmussen e Quist surpreenderam ao derrotar os favoritos do Reino Unido, mesmo em cima da linha da meta.

No atletismo foi mais um dia de qualificações e finais em que Portugal não teve nenhum protagonista, mas algumas boas notícias. Clarisse Cruz qualificou-se para a final dos três mil metros. Apesar de ter caído logo no início da prova a atleta portuguesa conseguiu recuperar e terminaram em quinto da segunda série e foi uma das repescadas para a final. Clarisse Cruz ainda bateu a própria marca pessoal com o tempo 9“30’06. Maria Leonor Tavares ficou fora da final do salto com vara ao falhar os três ensaios com a fasquia colocada a 4,25 metros.

Vela

Gustavo Lima terminou a décima regata na décima posição. O velejador português ocupa a 22ª posição da classificação geral dominada pelo australiano Tom Slingsby.

As três velejadoras portuguesas Rita Gonçalves, Mariana Lobato e Diana Neves da classe do Elliott 6 metros perderam este Sábado precisamente com a Austrália. Na 11.ª regata da prova, as portuguesas perderam com a Austrália por cinco segundos, terminando a prova na 11ª posição e última posição, em igualdade com a Suécia.

Sara Carmo terminou no 28.º lugar a nona regata da classe de laser radial dos Jogos Olímpicos, a 4.52 minutos da vencedora, a chinesa Xu Lijia.

A velejadora portuguesa subiu um lugar na geral, para o 27º, estando afastada da “Medal Race”, já que segue a 110 pontos do 10.º lugar, quando falta apenas uma regata.