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Berlim pede calma face ao discurso de Monti

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Berlim pede calma face ao discurso de Monti

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Está reaberta a guerra de declarações entre Roma e Berlim. Numa entrevista a um jornal alemão, o primeiro-ministro italiano afirmou que “os desacordos na zona euro ameaçam o futuro da União Europeia” e, implicitamente, criticou o domínio das instituições alemãs sobre as negociações europeias. Mario Monti disse também que os países do sul da Europa precisam de apoio moral e não de apoio financeiro.

As palavras foram mal recebidas em Berlim. O governo pede contenção no discurso. Já o analista Robert Halver reagiu assim: “O senhor Monti tem de ser cuidadoso. Ninguém pode desligar a democracia e calar a opinião dos parlamentos para transformar a zona euro num monstro burocrático. Isso não é democracia. O problema da zona euro não é a interferência dos parlamentos mas os países que, como Itália, não fizeram os trabalhos de casa. Se somos desleixados é melhor estar calado”.

Tal como Itália, também Espanha continua a resistir a um pedido de ajuda e não o fará antes de conhecer as condições do plano do BCE. O que não deverá acontecer antes de meados de setembro, após a reunião do BCE e a decisão do Tribunal Constitucional alemão, que atrasou a entrada em vigor do Mecanismo Europeu de Estabilidade.

Para já Madrid e Roma contam com as declarações de Mario Draghi para baixar um pouco a pressão sobre as taxas de juro das obrigações.