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Egito: Israel interceta grupo armado e envia recado para o Cairo

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Egito: Israel interceta grupo armado e envia recado para o Cairo

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Israel conseguiu impedir a tentativa de fuga do grupo armado que ao início da noite de domingo atacou um posto fronteiriço egípcio, matando dezasseis polícias e ferindo outros sete.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o respetivo ministro da defesa, Ehud Barack, visitaram o local onde foram intercetados os agressores, na fronteira com o Egito, a sul da Faixa de Gaza.

O líder do governo de Israel aproveitou para deixar um recado ao país vizinho. “Penso ser claro de que Israel e Egito têm um interesse comum em manter as nossas fronteiras tranquilas. Ao mesmo tempo, no nosso lado percebemos que no toca aos nossos cidadãos, o estado de Israel apenas pode contar com ele próprio”, afirmou Netanyahu.

O ataque ocorreu num posto fronteiriço egípcio, próximo de Rafah. Os agressores tomaram posse de dois veículos militares e tentaram depois forçar a entrada em Israel, junto a Kerem Shalom. Aí, porém, foram intercetados pelas forças israelitas e, tudo indica, mortos.

O ataque teve eco natural no Egito. O recém eleito presidente, Mohamed Morsi, ordenou o encerramento das fronteiras junto à Faixa de Gaza e prometeu tudo fazer para encontrar e castigar os responsáveis pelo ataque.

Este é um caso que na opinião de um especialista egípcio, o professor universitário Gamal Eltahawy, pode abalar o novo processo político em curso no país desde as presidenciais de há um mês e meio, que elegeram Morsi. “Quando a estabilidade política é afetada, segue-se a estabilidade económica. E tudo isto prejudica o processo de desenvolvimento do Egito. Há forças externas responsáveis por isto”, acusou o professor da universidade de Minya.

O Hamas, grupo palestino que controla a Faixa de Gaza, colocou-se, entretanto, ao lado do Egito, condenou o ataque e decidiu fechar os túneis da região que dão acesso ao Egito.

A identidade dos agressores ou dos responsáveis que ordenaram o ataque no posto fronteiriço próximo de Rafah ainda não é ainda conhecida, mas os egípcios descrevem-nos como “infiéis” e desconfiam serem elementos da Jihad.